sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Ineficiência Geracional

Estive dois meses, ou mais,  sem usar este computador velho, grande e solene que eu adoro. Gosto mesmo. Porque ronrona e me faz companhia. Ou talvez porque está colocado a um canto sossegado da casa. Ou porque perto dele se encontra todo o material necessário para definir um escritório meu, tão meu que todos pedem licença para aqui se sentarem.
Quando retomei a sua utilização, houve um problema com o som. Um pequeno altifalante comprado antes do verão e que acompanhou o computador ao longo do seu sono estival, revelara-se mudo. Fiz todas as tentativas e utilizei todas as entradas, ali na traseira da torre, para o pôr a funcionar. Nada. Incapaz de perceber porquê mas sem muito insistir na sua resolução pois pouco tenho utilizado esta máquina para ouvir música. Por falta de tempo. E preguiça. Tem sido só para trabalhar. E no âmbito do trabalho incluo a correspondência diária por mail ou facebook onde raramente entro através do iPad que se arma em corrector espertinho, metediço e asneirento. 

Hoje o neto grande perguntou se podia . Eu disse que sim, claro. 

"Nada de visitar sítios esquisitos ou virulentos". 
"Tá bem, avó. Obrigado".

Percebi, num intervalo em que ele foi recuperar energias à cozinha e eu quis espreitar o windguru, que o mini altifalante se encontrava alumiado. E sonoro! 

"Então?? O altifalante não funcionava... Como é que se arranjou?"
"Liguei-o bem, avó..."
"Ah!"